Oxes


Segunda-feira , 14 de Janeiro


                 Sonhos...

Hoje aconteceu algo incrível comigo. E espero sinceramente que após meu relato quem estiver lendo esse texto, não tire nenhuma conclusão precipitada sobre mim.

Tudo começou com um sonho, mas não foi um sonho qualquer, foi “aquele” sonho. Se é que vocês me entendem. Só de relembrá-lo começo a sentir as mesmas sensações os arrepios, as gotas de suor deslizando por todo o meu corpo com um toque leve e suave.

Ao me deitar, tive em meus pensamentos desejos e loucuras, mas nada que pudesse interferir em minha noite. Pelo menos acreditava nisso.

Voltando ao meu sonho, estava eu em um parque não sei bem qual, era um lugar belo, como que mágico com muito verde, árvores, pássaros, cisnes por toda parte.

Resolvi andar para apreciar tamanha beleza que a natureza em seu esplendor me oferecia, até que pude perceber que havia alguém me observando, mas de longe, sem se aproximar, limitava-se apenas a me olhar. Confusa, decidi não tentar entender apenas continuei minha caminhada.

Após algum tempo percebi que aquele estranho e misterioso homen insistia em observar, intrigada, resolvi então entender o que fazia um homen como aquele em um parque sozinho. A partir de então começou minha proeza.

Fui até aquele homen com muitas dúvidas na cabeça, mas nada que me fizesse desistir. Aos poucos caminhei em sua direção e, parado estava, estático permaneceu como se esperasse por aquele momento. Nesse meio tempo em que meus pensamentos me atormentavam percebi que seus olhos continham um brilho quase que ofuscante. Então enérgica o interroguei e, me surpreendi com a sua explicação curta, mas óbvia. Éramos colegas de colégio, estudamos juntos. Quase que não o reconheci estava diferente, mais homen, além claro de sua feição que era muito belo, sem falar em seu corpo, seus braços torneados, suas pernas grossas e firmes ele parecia uma obra de arte esculpida pelos gregos, os quais sempre buscavam a perfeição, mas havia algo que não era perceptível, algo além dos olhos.

A partir de então sentados à beira de um lago, passamos um bom tempo relembrando os velhos tempos. Quando que como por encanto senti seus olhos percorrerem as linhas do meu corpo, senti um friozinho na barriga. Todo aquele cenário envolvendo-nos em um clima de sedução deixou-me um tanto quanto atordoada.

Não conseguia entender como aquele homen, que até pouco tempo nem existia, poderia estar me proporcionando um sentimento imensurável. Seus olhos minavam labaredas de fogo que, incendiavam ainda mais meus desejos, até que, fui surpreendida com um beijo.

Seu lábio firme e carnudo engolia minha boca, sua língua brincava de pega-pega com a minha, seus dentes mordiam suavemente minha orelha e como por conseqüência meu corpo estremecia a cada toque de suas mãos, em todos os suspiros de desejos.

Como que alucinados, corremos para um local mais deserto do parque, onde acreditávamos que não seríamos vistos. Com um ato selvagem e súbito, arrancou minha roupa, beijando-me loucamente, sua língua sugava todas as gotas de suor que escorria pelas minhas curvas, seus dedos grandes e grossos demonstravam que sabiam o que fazer naquele momento.

Ah, aquelas mãos, nunca esquecerei, como elas sabiam o que fazer e onde tocar pareciam que tinham vontade própria. Mergulhados em um êxtase profundo perdemos a noção do tempo e espaço, deitada naquelas folhas meu corpo foi surrado de desejo, meus gemidos de prazer era o único som que possível de se ouvir, em meio aquele parque enorme, tão grande quanto o nosso desejo.

Incansavelmente ele jogava meu corpo de um lado para o outro sem se limitar ao ambiente, adequando-se facilmente ao que a natureza nos ofertava onde, galhos e troncos serviram de auxílio a dois amantes extasiados que, insaciáveis não cansavam de se entrelaçar.

Como uma onda forte de calor elevado ao máximo, sentimos nossos corpos chegarem à realização plena e única. Seu gemido de satisfação levou-me ao delírio. Ah!

Deitados naquela mata com a natureza a nos observar, gozávamos a plena e deliciosa satisfação.

Acordei suada, trêmula com a sensação de ter realmente vivenciado tudo aquilo, mas foi apenas um sonho...

 

Oxes

Escrito por Oxes Om Sitore às 02h18 AM
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