Oxes


Sexta-feira , 17 de Outubro


      O trem das onze e cinqüenta e cinco

 

Uma das alegrias do ser humano é a satisfação pessoal, principalmente no que se refere à vida sexual. Por este motivo, compartilho minhas experiências, meus anseios e indubitavelmente minhas fantasias, para que possam saboreá-la da mesma maneira como as sinto.

Sigo intensamente à procura do desconhecido e me entrego à busca incessante de algo que me tire o ar. Como aquele friozinho na barriga, aquela emoção de estar “pisando em ovos”, e essa sensação é tão intensa, que talvez essas palavras não expressem a fundo o sentido efetivo.

Em algum momento da última viagem de trem com saída da Barra Funda em destino à Itapevi, uma mulher entra num dos vagões. Afrodite, com sua pele branca como neve, demonstrava fragilidade e, sobretudo, uma meiguice mascarada. Sua sinuosidade era facilmente percebida com sua calça jeans justa, tamanho 38. Dona de um par de pernas que seria capaz de parar até a Avenida Paulista, sabia ser elegante e sexy ao mesmo tempo.

 Havia apenas três pessoas espalhadas pelos inúmeros bancos vazios, um senhor com o semblante de cansaço, um rapaz e uma mulher, simples, porém, fascinante.

Afrodite, como de costume, sentou-se do lado esquerdo, pois assim, facilitaria no momento do desembarque. Correu os olhos pelo interior do vagão para sentir se havia algum perigo. Tranqüila, tirou de sua bolsa um livro e passou a folheá-lo. O trem partiu exatamente as onze e cinqüenta e cinco, horário habitual.

Dez minutos após sua partida, o trem pára na plataforma da estação Lapa, em seguida os dois homens que até então compartilhava o mesmo vagão com Afrodite, descem e, quase que simultaneamente, um homem entra. Ao sentar de frente daquela mulher, passou a percorrer seus olhos por seu corpo, ainda que sentada. Era fácil perceber suas curvas, que se encaixavam perfeitamente no banco.

A esta altura, Afrodite pode perceber que já não estava mais sozinha, sentia que estava sendo observada. Esta impressão foi lhe proporcionando, ao mesmo tempo, as mais gostosas sensações, medo e excitação.

Pensou em descer na próxima estação ou até mesmo mudar de vagão, mas algo lhe prendia, não a deixando tomar qualquer tipo de decisão. Suas mãos frias e trêmulas demonstravam o que passava em seu interior. Cabisbaixa, decidiu olhar em direção àquele homem e, sem que pudesse impedir, seus olhares se cruzaram pela primeira vez. Sentiu um frio na barriga, um arrepio que tomou seu corpo em fração de segundos. Seu rosto corado denunciava sua reação. Já não dava mais para ignorar, seu corpo respondeu àquele olhar fulminante. Por mais que quisesse se entreter no livro, sua mente vagava, sem conseguir se concentrar ao menos um uma palavra.

 Perturbada com aquela situação, não conseguia mais parar de pensar naqueles olhos. Ao menos se tivesse o atrevimento de olhar mais uma vez, mas como poderia fazer isso sem que ele percebesse, sem parecer que esta interessada?

Impetuosa, tornou a olhá-lo, desta vez minuciosamente, sem nenhum escrúpulo, apenas apreciou o que seus olhos puderam enxergar. Concluiu que aquele homem era lindo. Seus ombros torneados, braços longos e fortes deixaram-na mais apreensiva.

Agora já não dava mais pra disfarçar, aquele homem mexera com sua imaginação. O livro que servia ao menos para disfarçar já estava caído em seu colo. Sua indiscrição acendeu a determinação daquele homem que, até o momento, precisou conter-se.

Tomado por um impulso, coisa que nunca fizera antes, Vênus levantou, saiu em direção daquela mulher desconhecida, sem ao menos saber o que poderia acontecer e sentou-se ao seu lado.

Inerte, Afrodite estremecia o medo já não era mais o sentimento maior. Ela desejava aquele momento desde que cruzou seu olhar com o dele. Sem nenhum pudor, Vênus iniciou a conversa, imaginou que se dependesse dela ficariam ali até o final da viagem, sentados e calados.

Sem que percebessem, o papo fluía naturalmente, pareciam se conhecer há muito tempo. Contudo, seus olhos não deixavam de anunciar o que viria pela frente.

Com uma breve parada na estação de Osasco, o trem aguardava os últimos passageiros, torcendo para que ninguém adentrasse aquele vagão, Afrodite e Vênus calaram-se, na esperança de que ninguém entrasse.

Pouco menos de um minuto, o trem tornou a partir, seguindo rumo ao desconhecido, pelo menos para os dois.

Afrodite já não conseguia mais disfarçar seu interesse, seus olhos emanavam labaredas de desejo, que não passou despercebido por Vênus. Dominada por uma ânsia, fixou seu olhar por um minuto. Devagarzinho, encostou seus lábios nos de Vênus, roubando-lhe um beijo. Pego de surpresa, Vênus nem ao menos hesitou. Tomou-a em seus braços e, em um forte abraço, correspondeu aos delírios dela.

Aqueles dois seres já não agüentavam mais tanto desejo, suas mãos como que em uma sinfonia, agiam no mesmo compasso. Tomados por um surto de loucura, seus corpos foram despidos sem nenhum pudor. Já não importava mais o espaço nem tão pouco o tempo, entregaram-se loucamente.

Afrodite levantou-se e, lentamente desabotoou sua calça, desceu até o pé e tirou-a, com suas mãos pequenas e delicadas tocou no corpo daquele homem que explodia de tesão. Arrancou-lhe a calça, ajoelhou e passou a beijá-lo. Sua língua desvendava cada parte do seu corpo, passando pela nuca, percorrendo seu corpo, descendo por sua barriga até chegar ao seu pênis. Afrodite não se conteve e começou a acariciar, beijar, sua língua deslizava de cima para baixo, molhava, saboreava, sentia um gosto doce, sua mente viajava, sabia que corria risco por estar com aquele homem desconhecido, mas o tesão a deixou cega, não queria saber o que aconteceria depois dali, apenas queria aquele homem para ela.

Vênus enlouquecido tomou em seus braços fortes aquela mulher que parecia tão frágil, mas dona de uma atitude invejável, pôs seu corpo sobre um banco abriu suas pernas e passou a sorvê-la com seus lábios grossos e uma língua dona de uma sagacidade inigualável. Com maior destreza, introduziu seus dedos grandes, e num surto de cólera, começou a entrar e sair. Seus seios rígidos eram apertados com uma voracidade, seus gemidos poderiam ser ouvidos, se não fosse o som ensurdecedor do trem, suas súplicas de desejos foram atendidas prontamente. Com seu corpo inerte Afrodite foi domada por aquele varão, que lançou seu corpo sobre o dela. O banco, que não era nada confortável, testemunhou o mais louco sexo feito entre trilhos. De quatro, Afrodite gemia de prazer. Com mãos ágeis, Vênus agarrou sua cintura e apertou forte, puxou seu corpo em direção ao dela, com movimentos bruscos que a fez gozar. Nem nas suas maiores fantasias, Afrodite pensou em fazer sexo dessa maneira, e logo ali em um trem, mas estava muito bom, não queria que terminasse, nem ao menos percebeu que o trem já havia feito mais uma parada. Extasiada sentou em cima daquele homem viril, e começou a rebolar, descer e subir, suas pernas suspensas davam-lhe impulso para subir cada vez mais alto. E como o inevitável, Vênus jorrou seu gozo na boca delicada de Afrodite, que tomou seu líquido, lambendo o que sobrou no cacete dele, que a fez gozar como há muito tempo não fazia. Estirados no banco, riam com satisfação e apesar de terem feito a maior loucura de suas vidas, sabiam que nunca mais poderiam se ver novamente, a não ser que pegassem o trem das 23h55.

 

Fim?

 

Escrito por Oxes Om Sitore às 05h10 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Sexo
MSN -

Histórico