Oxes


Quarta-feira , 21 de Janeiro


                                          Suíte 140

              Naquele quarto, muitas vidas se encontraram, diversos corpos se emaranharam, mas talvez nenhum deles teve a mesma emoção quanto Afrodite e Othelo.

               Em uma noite fria, dois corpos se encontravam. Dois amantes e um único desejo. Não era preciso mais nada. Bocas, mãos e dedos agiam como uma sinfonia, ainda que no ambiente silente do quarto 140. Sussurros e gemidos ditos ao pé do ouvido era a única coisa audível naquele lugar. Sabiam exatamente o que queriam. Embora relutassem, era inevitável conter uma explosão de desejo que dominava suas atitudes. Em meio aquele ambiente fumegante.

              Ao olhar seu amante, Afrodite só conseguia pensar nos diversos encontros inexpressivos, nas conversas convencionais totalmente sem nexo e nos abraços sem propósitos. Por mais que tentasse, nada justificava aqueles atos insanos. Eles foram unidos pela mesma ânsia, a busca de algo novo.

              A princípio, era mais um encontro casual e, até aquele momento, um não sabia da existência do outro. Por várias vezes seus caminhos se cruzaram, mas nada substancial, apenas mais um encontro.

            Othelo, um homem formidável, refletia através de seus olhos uma beleza invejável. Com uma maturidade aguçada, conseguia impor sua seriedade. Seus passos, seus toques, até o seu jeito de olhar era diferente.

            Em um de muitos encontros casuais, Othelo reencontrou Afrodite e, em seu 1,80 m, e uma pele morena feito jambo, que imanava sedução passou pela primeira vez a olhar de outra maneira aquela deusa.

            Não entendia o que estava acontecendo apenas havia algo diferente. Seus olhos percorriam cada centímetro do corpo daquela mulher.

             Afrodite, na flor de sua juventude, tinha em seu íntimo que um dia seu destino teria uma reviravolta. Sempre em busca do desconhecido. Nem ao menos notava que estava sendo observada, desejada.

            Com uma beleza reluzente, atraia atenção por onde passava. Seus cabelos castanhos avermelhados, como o fogo, caiam sobre sua cintura fina e delicada que delineavam ainda mais seu quadril largo. Era impossível não notar suas coxas grossas que mexiam com a imaginação das mentes mais pervertidas.

            Entre quatro paredes foram entregues aos mais árduos sentimentos, com um furor inimaginável. Lençóis e travesseiros serviram de testemunhas de uma transa alucinante.

            Othelo sabia exatamente como tocá-la. Suas mãos fortes e delicadas deslizavam em seu corpo sedutor, demarcando cada curva que encontrava.  Sua boca lançava faíscas que acendiam ainda mais os desejos dela. Sua língua, marcava o caminho por onde passava, seguida de mãos que a torturavam ainda mais.

            Entrelaçados, e insaciáveis de tanto prazer, Afrodite não parava de cavalgar.  Lançava seu corpo em cima do seu homem e dava-lhe o que ele mais queria...prazer. Beijava-o por inteiro, passando suavemente suas unhas nas costas de Othelo, suas mãos firmes tocavam seus membros de forma linear, sem dó. Seus dentes mordiam o peito, pescoço como se quisesse levar consigo um pedaço dele. Sua boca foi jorrada de gozo, que era lambido como um doce, até a última gota.

            Entre as pernas de Afrodite, escorriam o gozo da satisfação, do prazer. Ainda mais quando era tocada por dedos grandes e vorazes cedente de vontade, como o dele.

           Entrava, saia, rodopiava e ficavam cada vez mais umedecidos. No auge de seu prazer, Afrodite gemia, mordia os lábios, mas nada a fazia conter sua vontade de gritar. Quando menos esperava, soltou um gemido de êxtase que pôde ser ouvido por todos que estavam naquele Motel.

            Aqueles amantes se entregaram a uma irresistível atração. E o tempo mostrou-se o maior inimigo, o impiedoso. Ele apenas não parou de correr.

 

Fim?

Escrito por Oxes Om Sitore às 02h02 PM
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Sexo
MSN -

Histórico